Brexit: o futuro da GBP

Brexit: o futuro da GBP

2021-04-02 • Atualizado

Fora do radar

O Brexit foi um dos principais assuntos na mídia durante todo o ano de 2020. Reino Unido e União Europeia enfim chegaram a um acordo, bem na última semana de dezembro. Já se passaram algumas semanas, mas ouvimos falar muito pouca coisa sobre o Brexit desde então. Suas consequências, porém, vão começar a aparecer em breve. Quais seriam?

Perspectiva do vencedor

Boris Johnson afirmou que a conclusão do Brexit é uma grande vitória para o Reino Unido. E o fato de o Brexit ter sido feito com acordo — contrariando a outrora possível conclusão sem acordo — engrandece essa vitória ainda mais. Podemos entender o porquê se levarmos em conta o comportamento humano. Johnson e seus apoiadores há muito tempo buscam a separação da UE. Agora, eles conseguiram o que queriam. Para eles, trata-se de uma vitória conquistada com muito suor. O grupo considera o retorno da total soberania da Grã-Bretanha como o principal resultado do Brexit: os britânicos não têm mais a obrigação de observar qualquer legislação superior, tal como aquela imposta pela UE. O Reino Unido é novamente um Estado completamente soberano e independente. Nesse contexto, até mesmo um Brexit sem acordo seria um sucesso, ainda que a um custo mais alto. Dessa forma, por terem conseguido chegar a um acordo com a UE, os britânicos ficam em uma posição mais favorável. Johnson resume o acordo desta forma: o Reino Unido pode desfrutar do livre comércio com a UE praticamente do mesmo jeito que antes, mas gozando de todas as vantagens de ser independente. De acordo com o primeiro-ministro, trata-se de um “acordo à moda canadense”. Em outras palavras, uma vitória. Essa é a impressão que se tem após ouvir o discurso feito por Boris Johnson em 24 de dezembro, em Bruxelas.

Perspectiva do observador

A maioria dos analistas concorda que o Reino Unido tem mais a perder do que ganhar ao sair da União Europeia. Portanto, as vantagens do acordo não parecem compensar as perdas oriundas da separação estratégica dos britânicos. Sim, a questão da pesca — citada de forma bem específica por Johnson em seu discurso — trará vantagens: a participação do Reino Unido aumentará a partir de 2/3 ao longo de alguns anos e, então, será ilimitada. Justo: um Estado soberano pode pescar o quanto quiser em suas próprias águas. Todavia, a pesca responde por menos de 1% da economia britânica. Além disso, esse 1% vem em sua maioria da venda dessa pesca nos mercados europeus, que serão mais seletivos a partir de agora. Isso representa muito bem o conjunto geral dos desdobramentos do Brexit para o Reino Unido, já que este agora passa a observar as regras para parceiros externos da UE. Enquanto isso, muitas empresas — especialmente as do setor financeiro — já decidiram se mudar para a França ou para outros países europeus, pois não possuem autorização legal para permanecer no Reino Unido. Do ponto de vista estratégico, a burocracia vai ser maior. Consequentemente, tarifas e demais barreiras vão ser maiores para toda empresa britânica que quiser fazer negócios com os europeus. A entrada de investimentos internacionais em terras britânicas também vai ficar mais difícil. Resumidamente, estima-se que o resultado do Brexit é o seguinte: o Reino Unido agora tem liberdade para fazer o que quiser, mas essa liberdade vem ao custo de investidores externos menos interessados e atividade econômica e empresarial reduzida. Em geral, um pouco menos de tudo. Quanto menos? É isso que vamos ver.

Perspectiva da libra

O nível 0,90 foi a linha de base para o EUR/GBP no ano passado. Agora, com o fim das tensões do Brexit e o enfraquecimento do fator emocional no comportamento do par, é provável que este se atenha mais aos aspectos fundamentais. A médio prazo, a questão vai ser qual economia ficará mais fraca diante das consequências da pandemia: a britânica ou a europeia. A longo prazo, quando o vírus já tiver ido embora (mais ou menos, eventualmente), a questão vai ser qual economia apresentará mais robustez e atratividade aos olhos dos investidores. Neste último quesito, a economia europeia parece ser uma candidata mais viável. Logo, a médio prazo, o EUR/GBP possivelmente flutuará em torno de 0,90 e pode encostar na faixa de 0,87. A longo prazo, porém, o nível 0,93 pode ser uma meta bem factível para os touros.

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