A covid-19 vai acabar em 2022, certo?

A covid-19 vai acabar em 2022, certo?

2021-12-28 • Atualizado

Já se passaram dois anos desde o primeiro caso de infecção pelo novo coronavírus. Mais de 275 milhões de pessoas foram infectadas, das quais 5 milhões infelizmente sucumbiram ao vírus. Novas variantes continuam aparecendo, e as vacinas nem sempre dão a eficácia que esperamos delas. As empresas já estão tentando enfraquecer o vírus lançando outros produtos, como medicamentos em forma de comprimido. Neste artigo nós revisamos as principais formas de combate à covid-19, falamos do ritmo da vacinação no mundo e fizemos uma previsão a respeito das chances de recuperação completa da peste do século XXI.

Propagação da covid em desaceleração

Sejamos sinceros. A maior parte do mundo não levou a covid a sério o suficiente. Dezenas de países encararam a doença como mais uma gripe que sumiria rapidamente. Bem, quem achou isso se enganou. Tal irresponsabilidade provocou várias ondas de casos da doença, perdas econômicas inacreditáveis e gargalos nas cadeias de abastecimento mundo afora.

Para nós, os EUA são o exemplo mais importante, cuja reação foi lenta demais. O país também teve reações diferentes de estado para estado, contribuindo para o total de casos e os estragos sociais e econômicos. Os EUA já perderam mais de 800 mil pessoas e continuam registrando mais mortes. Graças à enorme impressão de dinheiro, a inflação chegou quase nos 7% e continua subindo. Neste momento, os EUA têm mais de 61% de sua população vacinada. Como são necessários 80% para que a população atinja a imunidade de rebanho, a vitória não está longe. O mesmo, porém, não pode ser dito no que se refere à economia: a dívida do país está subindo tão rápido que os EUA precisam aumentar o teto a cada poucos meses para impedir um calote.

Mesmo assim, a covid-19 está desacelerando nos Estados Unidos e no mundo inteiro. Veja os números.

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Ainda que a quarta onda seja quase tão forte quanto a terceira, isso se deve ao fato de que a variante ômicron é muito mais contagiosa, mas bem menos letal. As estatísticas de casos e mortes corroboram isso.

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Ao contrário dos casos diários, nas mortes diárias não se observa uma quarta onda — o número continua caindo lenta e firmemente. Se a tendência não mudar, pode-se dizer que o fim da covid-19 está próximo.

Moderna, Pfizer e similares em busca da pílula mágica

Atualmente, várias empresas estão na luta contra o vírus. Você já conhece todas elas. Vamos ver até onde chegamos no combate à covid.

A Moderna tem uma vacina (mRNA-1273) para duas situações. Primeiro, a pessoa recebe duas doses com intervalo de 28 dias entre uma e outra. Algumas pessoas (com certas comorbidades) devem receber uma dose primária adicional (terceira dose) pelo menos 28 dias depois da segunda dose. Além disso, pessoas de 18 anos ou mais que completaram o ciclo primário da vacina Moderna devem receber uma dose de reforço pelo menos seis meses depois da conclusão desse ciclo.

A mRNA-1273 tem 95% de eficácia contra a maioria das variantes da covid-19. Contudo, com o avanço da ômicron, vamos nos concentrar nesta variante porque ela é considerada a mais contagiosa. As pesquisas da empresa mostram que a terceira dose da vacina da Moderna contra a covid-19 aumentou os níveis de anticorpos contra a variante ômicron (aumento de 32 vezes em comparação com o ciclo de duas doses). Além disso, a Moderna está testando uma nova versão da vacina com maior eficiência contra a variante ômicron (mRNA-1273.529). A previsão da empresa é de inicio dos ensaios clínicos no começo de 2022.

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Vamos falar um pouco sobre as maiores concorrentes da Moderna: Pfizer e BioNTech, que oferecem duas doses separadas por um intervalo de 21 dias. Ademais, todos com 16 anos ou mais podem receber uma dose de reforço pelo menos seis meses depois da conclusão do ciclo primário da vacina Pfizer-BioNTech. O curioso é que, para a dose de reforço, os adultos podem receber qualquer vacina contra a covid-19 autorizada nos EUA, não só a Pfizer. Estudos de laboratório mostraram um aumento de 25 vezes em comparação com o ciclo de duas doses contra a variante ômicron. A Moderna teve resultados melhores, mas qualquer proteção é melhor que nenhuma proteção.  

A Pfizer, contudo, tem uma carta na manga: as pílulas antivirais. A empresa afirma que sua pílula antiviral para a covid-19 teve quase 90% de eficácia na prevenção de internações e mortes em pacientes de alto risco, e que dados de laboratório recentes sugerem que o medicamento conserva sua eficácia contra a variante ômicron.

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A Merck, outra gigante do setor farmacêutico, também tem uma pílula em desenvolvimento. Esta, porém, reduz em apenas 30% o risco de quadro grave, internação e morte. Sem dúvida, é um resultado bem longe do ideal. Infelizmente, o lançamento só virá depois do Natal, o que frustrou as previsões da Merck. Mesmo assim, antes tarde do que nunca!

Se autorizados pela Agência de Alimentos e Medicamentos americana, esses tratamentos domésticos poderão ser receitados por médicos e adquiridos em farmácias para reduzir o risco de desenvolvimento de quadro grave. É claro que tais pílulas (e novas versões de vacinas) desenham um cenário incrivelmente otimista para as cotações dessas empresas. Mas quanto tempo vai levar até o mundo desenvolver a imunidade de rebanho? E, o mais importante, será que a covid vai acabar em 2022?

Datas para o fim da covid-19

Vamos mais uma vez direto ao ponto e olhar o ritmo da vacinação no mundo. Primeiro, precisamos que pelo menos 80% da população mundial tenha anticorpos contra a covid-19. Além disso, tudo vai ficando mais complicado com variantes aparecendo a cada seis meses, mas agora já sabemos como lidar com elas.

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57% da população mundial já receberam pelo menos uma dose de vacina contra a covid. 8,78 bilhões de doses já foram aplicadas no mundo inteiro, com 36,07 milhões de doses sendo aplicadas a cada dia. Em algumas semanas, esses 57% vão receber outra dose e ficar mais ou menos imunes contra a covid. 3,63 bilhões de pessoas já completaram o esquema de vacinação. São quase 47% da população mundial.

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A vacinação mais lenta é na África, ao passo que os demais continentes já estão relativamente próximos da imunidade de rebanho. Portanto, podemos afirmar (com cautela) que o pior da covid-19 já passou. É provável que o vírus passe a se comportar mais como uma gripe sazonal. Não vai deixar de ser perigoso, mas vai ser mais controlável e menos letal. Não se esqueça, porém, de que mesmo a gripe nos pega de surpresa de vez em quando. A “gripe suína” de 2009, por exemplo, teve 491 milhões de casos confirmados e mais de 284 mil mortes.

Ideias de investimento para 2022

Considere o que dissemos acima para chegar nesta ideia: as vacinas em breve serão menos necessárias se as empresas conseguirem criar uma pílula para tratar a covid-19. Isso é crucial para a Moderna, que tem poucos produtos no mercado e cuja receita depende da vacina mRNA-1273. Queda na receita significa volta das cotações aos níveis médios, ou até descida a patamares mais baixos. Portanto, a longo prazo, é provável que a Moderna perca valor.

Gráfico diário da Moderna

Resistência: 380,0; 455,0; 515,0

Suporte: 265,0; 230,0; 190,0

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No caso da Pfizer, os números são bem mais favoráveis. A empresa dispõe de pílulas altamente eficientes que vão entrar no mercado no começo do ano. Além disso, o enorme portfólio de produtos de outras categorias vai ajudar a manter a receita em alta. Do ponto de vista técnico, os papéis da empresa romperam uma enorme consolidação de nove anos.

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Depois do pullback causado pela divergência tanto no RSI semanal quanto no diário, esperamos que a Pfizer chegue a US$ 66 por ação, com perspectiva de chegar a US$ 75 até o fim de 2022. Contudo, não podemos descartar imprevistos, então tome cuidado e fique de olho em reações aos patamares de US$ 46,5 e US$ 42.

Gráfico diário Pfizer

Resistência: 66,0; 75,0

Suporte: 55,0; 52,0; 46,5; 42,0; 38,0

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