2022 vai ser o ano do ouro ou o ano do dólar?

2022 vai ser o ano do ouro ou o ano do dólar?

2021-12-13 • Atualizado

Duas questões para definir quem vai levar a melhor em 2022: ouro ou dólar dos EUA?

A primeira questão é o rígido cronograma do Fed para o encerramento de seu programa mensal de compras de títulos e a possibilidade de dois aumentos nas taxas de juros ao longo de 2022. Por outro lado, temos a alta da inflação, que já começa a sair do controle do Fed.

Situação do ouro: quais serão os drivers em 2022?

O ouro terá no próximo ano drivers fortes que poderão retomar a trajetória altista, em sequência à consolidação observada depois das máximas registradas em agosto de 2020.

1. Inflação

A força do dólar diante da expectativa de aumento dos juros foi um dos obstáculos ao ouro neste ano. Agora é preciso aceitar que a inflação não vai cair tão rápido quanto esperado pelo mercado. Mesmo se a inflação for passageira, ela vai ficar por mais tempo que o previsto, até que o cenário volte ao normal e os problemas de escassez no mercado de trabalho e nas cadeias de abastecimento sejam resolvidos.

Os principais drivers do ouro para o ano que vem serão o cenário negativo para os juros, a expectativa de inflação alta e a fraqueza do dólar no primeiro semestre de 2022.

 2. Juros baixos

O ouro vai se beneficiar com os juros reais negativos, que não vão sumir mesmo se o Federal Reserve encerrar seu programa de compra de títulos e fizer os dois aumentos nas taxas no ano que vem.

Os juros baixos vão continuar sendo um apoio natural ao ouro no primeiro semestre de 2022. O aumento dos juros esperado dos bancos centrais para o ano que vem não vai ser suficiente para colocar as taxas reais no positivo. Mesmo que o aumento na taxa de juros seja o dobro do esperado, a mesma continuará em patamares baixos, na faixa de 0,25%–0,5%.

Comparando o atual ciclo de negócios com os anteriores, os números da inflação estão bem maiores e indicam que vão durar. Isso deve manter os juros reais na faixa negativa em 2022. A possível persistência da inflação alta vai aumentar os investimentos de cobertura em ouro a curto prazo.

3. Mínimas mais altas

No que se refere à ação de preço, parece que a tendência geral do ouro vai ser altista ao longo de 2022, com os investidores projetando mínimas mais altas a longo prazo.

A tendência recente do ouro forma pontos mínimos mais altos toda vez que acontece uma queda. Se a crise da inflação piorar em escala global, isso certamente vai dar fôlego à alta do ouro.

O ouro registrou consolidação desde que atingiu seu maior nível, em agosto de 2020. Se você observar as mínimas registradas pelo ouro desde 2018, vai ver que essas mínimas aumentam gradualmente, apresentando uma tendência altista.

4. Correção no mercado de ações

Quando o Fed começar a subir os juros, a volatilidade vai aumentar na bolsa americana. A título de exemplo, a maior correção do mercado em 2021 foi de 5%. Pode ser que haja uma correção maior no ano que vem, especialmente considerando que algumas ações já estão supervalorizadas.

Com o aumento da volatilidade, parte dos fundos e da liquidez pode migrar do mercado de ações para o ouro. Apesar da alta da inflação, a força dos relatórios de lucros na bolsa atraiu investidores e reteve a fuga dos mesmos para a segurança dos investimentos em ouro.

5. Maior demanda física pelo ouro

A projeção para a demanda física por ouro é de alta no ano que vem. A demanda do ramo de joalheira deve subir 5% em relação ao ano anterior, chegando a 1.920 toneladas, e as compras dos bancos centrais devem ficar na faixa de 480–500 toneladas.

Dólar à espera do segundo semestre de 2022

O ouro vai ter apoio no primeiro semestre do ano que vem, com a continuidade do cenário de juros baixos e inflação alta, mas vai encarar pressão baixista na segunda metade do ano, quando o Fed aumentar os juros. 

Com o fim da política monetária ultraexpansionista e o resgate do dinheiro barato do mercado, o suporte do setor de metais preciosos vai cair no segundo semestre de 2022 e migrar para o dólar dos EUA. 

No fim das contas, são vários os fatores — como a escassez de mão de obra e a alta dos preços da energia — que alçaram a inflação nos Estados Unidos ao maior patamar em 40 anos. O ouro, porém, não deu o salto às máximas históricas que era esperado, o que pode nos levar a crer que o mercado acredita na narrativa do Fed sobre a inflação passageira e que o banco central americano vai manter o controle. 

É por isso que o ouro não conseguiu tirar proveito da inflação. Além disso, com a bolsa firme em níveis recordes e lucros consideráveis, os investidores preferem colocar dinheiro em lugares nos quais possam ter retornos maiores. Vejamos se isso vai mudar em 2022.

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