História do Mercado de Câmbio

História do Mercado de Câmbio

Você já parou para pensar como o mercado de câmbio surgiu e chegou à forma que é hoje? Este conhecimento geral ampliará seus horizontes e lhe permitirá enxergar o mercado por um novo ângulo.

Para entender como funciona o mercado de câmbio, precisamos primeiramente definir “sistema monetário internacional“.

Sistema monetário internacional é um conjunto de regras acordadas internacionalmente que definem como as relações cambiais são organizadas dentro da economia internacional. Ele é formado por seis partes, que são:

• Sistemas de pagamento internacionais.

• Mecanismo de definição e manutenção de taxas cambiais.

• Procedimento para equilibrar pagamentos internacionais.

• Termos de convertibilidade de moedas.

• Modo de operação dos mercados de câmbio e ouro.

• Direitos e deveres de instituições intergovernamentais que regulam as relações cambiais.

Até o século XIX, não havia sistema monetário formal para as principais economias globais (naquela época, eram Europa, Américas, China e Índia). As seis partes do sistema acima mencionadas ainda não existiam. O desenvolvimento do sistema monetário internacional começou em 1867, ano no qual a primeira conferência monetária foi realizada em Paris.

     I. O “padrão ouro“

O ouro desempenhou o principal papel no sistema monetário internacional.

O Império Britânico, uma das principais economias do mundo, fixou a taxa cambial da libra para o ouro. O governo concordou em comprar ou vender uma onça de ouro por 4,247 libras esterlinas. Em seguida, o padrão ouro foi estabelecido nos EUA (uma onça de ouro era igual a $20,67) e em países da Europa Ocidental e na Rússia, em 1897.

Vantagens

- Pouca volatilidade das taxas.

- Baixa inflação

Desvantagens

- Incapacidade de ter uma política monetária nacional independente.

- Forte correlação entre o volume de dinheiro e a produção de ouro (novos depósitos de ouro levaram à inflação, enquanto a escassez da produção de ouro levou a um déficit de dinheiro).

- O padrão ouro acabou no começo da Primeira Guerra Mundial, pois os governos decidiram imprimir mais dinheiro para financiar suas enormes despesas militares.

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  II. Entre as duas Guerras Mundiais

A segunda fase da política monetária internacional começou em 1922, em Gênova. Os vencedores da Grande Guerra levaram vantagem em suas moedas nacionais.

Na base do novo sistema havia o ouro e as principais moedas — dos EUA, França e Grã-Bretanha — que convertiam a ouro. As moedas nacionais se tornaram os meios internacionais de pagamentos e reservas. Isto permitiu que os governos superassem as limitações do padrão ouro e, ao mesmo tempo, o sistema monetário internacional ficou dependente da saúde econômica dos países citados.

As paridades do ouro foram mantidas. A troca de moedas por ouro pode ser feita tanto diretamente (moedas dos EUA, França e Grã-Bretanha) quanto por meio de moedas estrangeiras.

Vantagens

- Moedas nacionais usadas como instrumento internacional de pagamento-reserva. As limitações ligadas ao padrão ouro tinham sido removidas.

- O regime das taxas cambiais de flutuação livre foi recuperado.

- A regulação das taxas cambiais se tornou o novo elemento do sistema financeiro mundial e foi realizada na forma de conferências e reuniões internacionais.

Desvantagens

- A política monetária internacional depende de economias nacionais.

- O sistema criou condições para guerras cambiais e desvalorização.

O sistema de Gênova foi derrubado pela Grande Depressão de 1929-1933. Primeiramente, o dólar dos EUA sofreu e então a crise se espalhou para outras economias.

  III. Sistema Bretton Woods

O próximo importante passo na história da política monetária internacional começou em 1944, em Bretton Woods.

A principal ideia do sistema Bretton Woods continha a provisão dupla do dinheiro papel, por dólar e ouro. Países fixaram suas moedas nacionais ao dólar dos EUA, sendo este convertido a ouro a uma taxa fixa de $35 por onça.

O dólar dos EUA era a principal moeda de reserva e referência. Os países participantes precisavam manter suas taxas cambiais para o dólar em níveis constantes. O desvio não podia ser maior que 1%. O Fundo Monetário Internacional (FMI) foi lançado para controlar este sistema.

Vantagens

- Nesta época, a economia mundial se desenvolvia rapidamente.

- A inflação era baixa.

- A taxa de desemprego caiu.

Desvantagens

- A produtividade da força de trabalho nos EUA estava menor que no Japão e na Europa, o que causou o aumento de exportações europeias e japonesas para os EUA. Assim, havia uma quantidade enorme de dólares na Europa Ocidental, e os bancos investiram esses dólares em títulos do tesouro americano. Tinha surgido a dívida externa dos EUA.

- Alguns bancos centrais europeus pediram para trocar seus dólares por ouro, para que as reservas de ouro dos EUA começassem a cair. A troca de dólares para ouro foi oficialmente interrompida em 1971.

O dólar dos EUA sofreu desvalorização duas vezes, em 1971 e 1973, quando os conteúdos do ouro foram diminuídos. Então, o sistema falhou.

  IV. Sistema jamaicano

A quarta etapa começou em 1976, em Kingston (Jamaica). Os países tiveram a oportunidade de escolher qualquer regime de taxa cambial que quisessem. As relações cambiais entre os países se fundamentam em taxas cambiais flutuantes. As taxas cambiais também são definidas por forças do mercado, a oferta e a procura.

A volatilidade das taxas cambiais depende de dois fatores:

1. Oferta/procura de moedas nacionais no mercado internacional

2. Razões de valor verdadeiras, poder de compra das moedas nacionais nos mercados internacionais

A procura por moedas estrangeiras depende das importações do país, gastos de turistas e pagamentos externos. O tamanho da oferta de moedas estrangeiras é definido pelo volume de exportações e empréstimos recebidos.

A oferta do dólar dos EUA e do ouro — os principais ativos de reserva — não conseguiu acompanhar o rápido crescimento do comércio global e das transações financeiras. Assim, criou-se um novo ativo específico para reservas, que levou o nome “Special Drawing Rights” (SDR). O SDR é uma reserva artificial e instrumento de pagamento internacional emitido pelo Fundo Monetário Internacional. Special Drawing Rights são avaliados com base na cesta da moeda: a cesta é formada por dólar dos EUA, euro, iene japonês, libra esterlina e iuan chinês (desde 2016). O FMI usa SDRs para fins de contabilidade interna. O Fundo aloca SDRs para os estados membros e eles são garantidos pela boa fé e a reputação dos governos.

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Para concluir, podemos dizer que o mercado cambial tem muita história. Apesar de alguns cientistas considerarem taxas cambiais desde o período de 17000-9000aC, um sistema monetário internacional mais complexo existe desde 1867. Há quatro principais fases na história do câmbio: “padrão ouro“, “padrão ouro comercial“, “sistema Bretton Woods“ e “sistema jamaicano“. O desenvolvimento de tecnologias e a expansão das moedas digitais podem levar, em breve, a uma mudança no sistema.

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