Psicologia do trading vista do jeito certo. Parte 1

Psicologia do trading vista do jeito certo. Parte 1

Vamos sair do dia a dia do trading por um momento e pensar um pouco sobre como enxergamos os gráficos, os preços, o que pode ser verdade e o que pode ser ilusão neles. O diálogo abaixo foi apresentado para tornar o processo de consideração mais divertido e mais facilmente perceptível, sem deixar de transmitir as principais ideias da forma mais clara possível. Divirta-se, e lembre que esta é só a primeira parte da conversa — a segunda será apresentada em breve.

Por que estou aqui?

Espere e verá. Você é trader, certo? Claro que é. Se não fosse, por que viria até aqui? Digamos que você queira negociar ouro — aliás, é uma boa hora para negociar ouro…

É mesmo?

Sim, é. Mas não sou seu consultor pessoal, pelo menos não agora. Enfim, você quer negociar ouro e sente que quer um pouco de movimento durante o dia…

Eu gosto de movimento durante o dia!

Perfeito, então você vai no H1.

Justo. Então, o que você queria me mostrar?

O gráfico. O que você vê?

1.png

Como assim? Vejo o preço do ouro se deslocando pelo fundo branco. Um gráfico bruto e vazio. Apenas o preço e nada mais.

Está faltando alguma coisa?

Bem, está sim. Cadê os níveis de suporte, de resistência, os indicadores? Não sou nenhum gênio do trading para enxergar tudo de primeira! Preciso de níveis que sirvam de base para a minha decisão, coisas assim. Deixe tudo visível.

Sem problemas. A negociação é sua, então é você que manda. Coloque alguns níveis ali. 

O que houve? Não consegue?

Consigo, mas a beleza está nos olhos de quem vê. Talvez eu coloque um nível no lugar errado, e depois você vai dizer que eu te dei um sinal errado, ou algo assim. Coloque-o você mesmo. A menos que você tenha problema em assumir a responsabilidade por isso…

Claro, não tenho problema com isso! Enfim, esse exemplo é óbvio: qualquer um é capaz de ver a consolidação em US$1.650 logo acima do suporte em US$1.642. Fácil. Isso se confirma pelo fato de que, anteriormente, o preço do ouro rebateu para baixo a partir daquele nível, que serviu de resistência na última semana de março.

2.png

Perfeito. Consegue ver? É bem fácil. Você acabou de colocar um nível no gráfico. Mas por que ele não está abaixo de US$1.642? Por que não US$1.640, por exemplo? Ou o contrário: por que ele não está acima, em US$1.643?

Você está fazendo juízo da minha precisão? Se essa é a sua dúvida, não faz muita diferença um dólar a mais ou a menos. Claro que isso afeta o lucro flutuante e tal, mas faz sentido colocar o suporte em algum lugar na faixa dos US$1.642.

Entendido. Mas por que especificamente ali? O que você está vendo que lhe permite colocar o suporte justamente nesse nível?

Isso aqui virou interrogatório? Eu observei o preço descendo em direção à faixa dos US$1.642 e permanecendo ali por um tempo, e até mesmo indo ligeiramente abaixo, o que significa que há certa oposição à continuação do movimento de queda nesse nível.

Ok. Entendo que a oposição bullish se fez visível quando o preço se aproximou de US$1.642, mas não entendo por que você acha que são esses US$1.642 que fizeram os touros virarem o mercado para cima. Vejo da seguinte forma: por certos motivos (alguns deles possivelmente conhecidos, mas outros certamente desconhecidos), houve um momento quando a demanda total por ouro superou o total de ofertas de venda e, nesse momento, o preço estava aproximadamente em US$1.642. Quer dizer, o que aconteceu foi que os fatores de influência internos do mercado ficaram à mostra em US$1.642, mas o preço de US$1.642 não era um desses motivos.

Não estou te entendendo.

Ok, imagine que você saiu de casa para ir trabalhar. Você está indo pegar o metrô ou indo para o ponto de ônibus. De repente, você passa por uma árvore qualquer e percebe que esqueceu o fogão ligado. Você imediatamente dá a volta em direção à sua casa para ir desligar o fogão. Do outro lado da rua, um senhor que viu você dar a volta pensa: “que atitude suspeita, a pessoa deu uma volta por causa de uma árvore…”

Você gosta de falar difícil?

Sim, mas nesse caso eu só queria te mostrar que numa situação dessas a árvore nada tem a ver com o motivo pelo qual você mudou de sentido. Ela simplesmente estava onde estava quando você se lembrou de algo, decidiu parar e deu a volta. O verdadeiro motivo estava dentro de você — o fato de você ter se lembrado do fogão ligado. As circunstâncias externas, no entanto, eram aleatórias. Era uma árvore nessa história, mas você poderia ter dado a volta em qualquer outro momento: perto do metrô, no ônibus, enfim, em qualquer lugar. E esses elementos externos seriam meras circunstâncias que não afetariam quando, para onde ou por que você estava se deslocando.

Verdade. Mas e daí?

E daí que é assim que as coisas funcionam: há um observador, há um fenômeno e há uma circunstância. Em nosso cenário, o senhor era o observador, aquele que observa a situação, você dando a volta era o fenômeno, um evento sendo testemunhado pelo senhor, e a árvore era a circunstância — ela simplesmente estava ali quando você deu a volta.

Agora me diga: que conclusão você tira disso?

Pois digo que nós, humanos, tendemos a ligar fenômenos a suas circunstâncias, isto é, estabelecer uma relação causal entre duas coisas, embora possa não existir relação nenhuma entre elas. Em nosso caso, a árvore só estava ali, ela não te forçou a parar. Era só uma decoração no cenário.

Chega de filosofar. Como você aplica isso no gráfico?

Você, diante do gráfico do ouro, é o observador. O preço parando em US$1.642 é o fenômeno. E os US$1.642…

… são a decoração do cenário?

Exato. Não foi o nível de US$1.642 que motivou a parada do preço naquela altura. O preço simplesmente parou quando parou — ele poderia ter parado em qualquer outro nível. Logo, não há suporte em US$1.642. Não existe relação entre esse nível e qualquer movimento do preço. Os US$1.642 não afetam de forma alguma o impulso dos touros ou dos ursos. De forma simplificada, foi mera coincidência o fato dos touros terem superado os ursos quando o preço estava em US$1.642. Logo, esse nível por si só não é suporte a nada nem a ninguém. Ele nem existe como tal.

Espera aí. Todos os traders enxergam esses mesmos gráficos. Eles veem imediatamente os resultados de suas atitudes coletivas, ou pelo menos veem para onde o preço vai enquanto fazem suas operações e suas ordens.

Sim, mas sejamos realistas. Você acha que milhões de traders mundo afora sentam diante da tela e pensam “ok, agora o preço está chegando em US$1.642, mas isso não vai acontecer de jeito nenhum! Não deixarei o preço cair mais! Vocês… não… passarão!”

Então você está dizendo que nenhum desses níveis de suporte ou resistência existem na realidade, e os traders só veem algo que parece adequado e colocam seus níveis com base nessas aparências?

Vamos dar uma pausa e pensar no que analisamos até aqui, sem tirar conclusões precipitadas. A continuação dessa conversa será em breve apresentada na segunda parte.

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